Conta comigo: uma carta de amor a infância
Como a jornada de quatro crianças nos aproxima de nosso passado

Gordie: lida com o luto do irmão que era a única pessoa de sua família que enxergava o talento que havia nele, enquanto tenta ser capas que suprir as expectativas do pai que o enxerga como um filho que nunca chegará aos pés do mais velho.Vern: é cheio de inseguranças o que provavelmente é resultado de uma mãe supeprotetora e isso fica bem explicito no comportamento dele frente as brincadeiras que os amigos fazem.
Chriss: faz parte de uma família que tem um nome manchado na cidade o que o faz ser mal visto mesmo que não tenha feito nada para merecer isso.
Teddy: é vítima de um pai violento a quem defende com unhas e dentes.Aferida de cada um deles isoladamente machuca, mas quando juntos eles acabam servindo como uma espécie de balsamo para o outro, cada conversa, cada abraço, cada aventura que eles enfrentam ajudam eles a se curarem nem que seja um pouco, a conexão que vão criando ao longo do caminho ajuda a ver no colega uma projeção de si mesmo e talvez por isso eles se esforcem tanto pra ajudar cuidar um do outo.“Eu nunca mais tive amigos como aqueles que tive aos doze anos, Deus quem os tem” nessa frase habita todo o coração da obra, afinal o tal aprofundamento de personagem citado anteriormente se dá justamente na interação ente os quatro e daí saem diálogos tão bem escritos que fazem o expectador voltar a infância trazendo assim uma conexão não só com os personagens em cena como também com seu eu de doze anos, e verdade seja dita as amizades que fazemos nessa idade são realmente muito especiais e raramente conseguimos as manter pelo resto da vida, mas talvez seja justamente por isso que sejam tão especiais, afinal o fim das coisas contribui pra que elas sejam valorizadas e mesmo que aquelas pessoas tenham ficado no passado nada impede de aprender com elas ainda hoje.

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